11 de julho de 2017

22 de março de 2016

Instantes



Deitada, ela observava-o.
Em pé, em frente à cama, ele mantinha seus olhos fixos no rosto reluzente dela.
Ambos mantinham as expressões alegres e atentas.
Sorriam. 
Apoiando a cabeça em uma das mãos, ela mantinha seus cabelos loiros jogados sobre o lençol. A camiseta branca deixava transparecer o volume natural dos seios e a calcinha de renda branca e de laterais largas valorizava a pele alva, as coxas grossas e os contornos do corpo. Olhando-o com desejo e carinho, e o sorriso mais malicioso e bonito que ele já tinha visto, retirou a camiseta, deixando os belos seios à mostra.
Manteve-se como estava e começou a passear as mãos pelo corpo.
Atrevida, roçava com um dos dedos as aureolas dos seios e depois umedecia os dedos na boca, repetindo os gestos seus seios já mostravam-se intumescidos. Desceu a mão pelo ventre, deslizando os dedos pela barriga alva com pequenas manchas esparsas que ele chamava de pintas. Quando os dedos aproximaram-se da renda da calcinha, apenas roçou-a, voltando a subir os dedos pelo ventre. Seus grandes olhos procuraram os dele e, além daquele escuro da noite, viu o desejo e o tesão.
Ela sabia o quanto ele gostava de observá-la. Sabia que o mero ato de vê-la, e de vê-la se tocando, o excitava. E assim, vendo-a seminua, tocando-se, de perto ou ao longe, era mais que suficiente para deixá-lo de pau duro e latejante. Ela sabia disto. E, por saber, chegava a sorrir, ao vê-lo assim, com os olhos vidrados em seu corpo, aguardando a oportunidade de tocá-la.
Depois de desenhar seu corpo com as tintas invisíveis do desejo e de dançar sobre a cama, girando o corpo para mostrar os contornos de seu corpo e as curvas em que ele adorava se perder, ela tornou a virar-se para ele, encarando-o. Os dedos, úmidos de saliva, deslizaram buscando o caminho entre o tecido de renda e a pele, buscando a vagina úmida. Penetrando-se com os dedos finos e suaves, retirava-os e os chupava.
Sua intenção era clara: enlouquecê-lo.
Os gestos se repetiam e ele, parado, apenas a observava. Ainda não a tocara. Decorava cada detalhe da cena para, no futuro, quem sabe em momentos em que o desejo o encontrasse sozinho, ter sempre esta imagem dela, nítida e pulsante como o desejo que sentia.
Ela chamou-o com um gesto e ele aproximou-se o suficiente para que sua boca alcançasse aqueles dedos. Ela continuou penetrando-se suavemente, sentindo a umidade e o calor do desejo. Contudo, ao invés dela mesma provar seu próprio gosto, estendia a ele os dedos úmidos que ele, faminto, sugava com desejo. Agarrando-o pela cintura, puxou-o pela calça até junto de si e beijou-lhe a boca com sofreguidão, num deslizar de línguas que durou pouco tempo comparado à vontade que tinham de manterem-se neste beijo.
Com uma das mãos, ainda beijando-o, retirou-lhe o cinto e desabotoou a calça e, em seguida, deixou-o nu. Ele permaneceu de pé, como entendendo as ordens silenciosas que ela emanava. Ela, ao acariciar o pênis latejante e quente, apertou-o firmemente, como querendo represar aquele desejo e saber que ali, naquele momento, ele pertencia a ela, além de alma, de corpo. Deixando de beijá-lo, ela o encara profundamente.
Os dois se devoram com o olhar, aqui, neste momento em que as carnes estão em brasa e também nos momentos do dia em que se encontram. Depois deste olhar profundo, em que ele encara o infinito e ela o abismo sedutor, ela, começa a masturbá-lo suavemente e desliza o corpo até a altura em que sua boca engolirá o pau dele, com fome voraz. Contudo, ao invés de engoli-lo vorazmente, ela segura o pau, apertando firme mas movimentando-o lentamente, e sua boca o engole com calma, quase numa pausa, mantendo-o na boca por alguns segundos para, depois, ficar deslizando a língua, como numa dança romântica, suave.
A língua úmida serpenteia vagarosa apenas pela glande, enquanto ele tenta se controlar, deixando-se sentir o latejar constante de seu pau, o prazer sentido em ter a mulher amada assim, tão perto, tão cúmplice. A confiança entre os dois, no poder sentir, no poder fazer, é uma dança de sentimentos, onde os passos são feitos para o prazer do outro, não para o seu.
Agora ele sabe que tudo o que ela quer é senti-lo ali, sabendo-o pleno de desejos,  enquanto mantém o pau quente dentro de sua boca. Tudo o que ela quer é sentir e ver aquele gozo farto. Tudo o que ela quer é banhar-se naquele sêmen quente, deixar escorrer por entre a boca, depois banhar os seios fartos de bicos rosados, enquanto o vê tremer e encará-la com o profundo de seus olhos.
Tudo o que ela e ele desejam é este amor, de seus muitos limites, mas com esta cumplicidade e este olhar e prazer profundo e inédito, que nunca sentiram antes.


15 de fevereiro de 2016

Busca

thisplayme.com


A existência é a procura da beleza...

Não há beleza na existência!


13 de fevereiro de 2016

Obra

assuntosdaana.blogspot.com


Deus costura o cú, nos instantes finais da criação, arrematando com perfeição o alinhavar de sua obra.


8 de fevereiro de 2016


Lamento os dias passados...

Tenho a certeza plena de que não retornarão e que a presença, agora diáfana, de seu sorriso partiu com eles, como flores que nascem à margem do rio e seguem um fluxo de solidão, nunca colhidas por passantes, sempre deslizando ao infinito, para longe de suas raízes...

Lamento os dias vindouros...
Sua presença neles é perpétua e constante. Assim, triste e feliz ao mesmo tempo (sei que estás em mim...) sigo os dias...

Porém também tenho a consciência de que as flores continuarão seguindo seu curso sobre as águas...

Os dias atuais são ninhos de lembranças e sonhos...